quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A vida de cabelo curto


Eu jurei que mesmo depois de ter filhos, eu jamais cortaria os cabelos curtos. Aí vieram os 30, a vontade bateu. Fui adiando, ensaiando cortes mais ousados, até que, prestes a virar modelo 3.1, aproveitei o feriado chuvoso e deixei meu cabeleireiro predileto e único fazer o que quisesse com as milnhas longas madeixas cor de mel. E confesso: não doeu e eu adorei! Estou me sentindo mais leve, mais fresquinha e mais moderna.
Até o meu marido, que só ficou sabendo depois que eu já tinha cortado (ele sempre pede para eu não cortar), adorou.
Já deu para perceber que eu adoro frases feitas de autores desconhecidos, né? Mais uma então para a coleção: Mulher quando quer mudar de vida, corta o cabelo.
E tudo isso para marcar "uma nova fase, com ainda mais amor e carinho", como o Dé escreveu para mim na dedicatória do livro dele: "João Saldanha, uma Vida em Jogo", da Editora Companhia Nacional. Aliás, fica aí a dica para (as amantes d)os amantes de futebol, política e história.
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Kati, deixo aqui meu compromisso público: no dia em que vc escrever o seu primiero texto para o Amélias, eu boto sua foto lá no layout, rs. Escreve logo aêêê.
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Da série "As voltas que a vida dá":
Não sei bem como descrever a sensação de reencontrar uma grande paixão da sua vida. Dez anos depois. Quase dez anos se passaram e parece que foi ontem. Mexeu comigo, mas me deixou feliz por mostrar que eu fiz a escolha certa, que me dá orgulho de ser quem sou. Ao mesmo tempo também fico contente de ver que ainda sou capaz de sentir frio na barriga.
Sacam um relacionamento de pele, química, bom pacaráio? Mas que a gente sabe que nunca se sustentaria no dia-a-dia. Era assim. Nostalgia. Confesso que bateu forte.
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Enquete para as balzacas ou pré-balzacas:
O que uma mulher de 30 não pode mais fazer e o que ela agora pode?
Pode: cortar o cabelo curto
Não pode: usar biquini de lacinho (a não ser que esteja com a forma rigorosamente em dia, o que vamos combinar, vai ficando mais difícil com o tempo, principalmente quando se tem filhos pequenos)
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Tudo bem que o meu curto pode não um belo "Médio" para muitas de vcs, mas para quem teve cabelo comprido a vida toda (e quando não teve foi um trauma de infância, rs), está bem curto sim, rs.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Elegância

Quando penso nos valores que quero repassar aos meus filhos, percebo que em primeiro lugar está a elegância. Não a falsa elegância, que se compraz com o uso de bens materiais, mas a elegância de comportamento, que muitas vezes se confunde com o que chamamos de educação.

Essa elegância engloba uma série de atitudes que se incorporam ao jeito de ser da pessoa, é um verdadeiro estilo de vida, impossível de ser mascarado ou camuflado. A minha preocupação em repassar esse valor para os meus descendentes é justamente por ver que, infelizmente, é cada vez mais difícil encontrar pessoas elegantes no caminho.

Com a internet, descobri muitos amigos valiosos, que inclusive merecem um post à parte, mas também vi muitas coisas tristes. Muitas vezes sinto que a pessoa nem lê direito o que a outra escreveu, apenas passa os olhos atropelando as palavras e corre para deixar um comentário para lá de ácido. No mundo dos blogs isso é ainda mais comum, há pessoas exercendo um verdadeiro patrulhamento ideológico. Aqui no Amélias isso já aconteceu e, confesso, passei um bom tempo sem escrever em razão disso, por me sentir desanimada. Você faz um texto cômico brincando sobre a questão da rotina no casamento e vem alguém dizer que você, na "sua cabecinha", não entendeu ainda o que é o amor!

Acho que críticas são válidas, mas há determinados comentários que fogem completamente ao conceito de crítica. Também é válido discordar da opinião do outro - aliás, o mundo seria muito chato se todos pensassem de forma idêntica -, mas até para discordar do outro é necessária uma boa dose de elegância. Não digo educação, é elegância mesmo, porque muitas vezes a pessoa é extremamente educada ao fazer o comentário, mas o seu comentário é extremamente deselegante. Para mim, entrar em um blog e tecer comentários desagradáveis é o mesmo que entrar na casa de uma pessoa e reclamar da qualidade da louça que ela usou para te servir uma xícara de chá. Pode não ser ofensivo, mas é deselegante e, acima de tudo, desnecessário.

Será que custa tanto assim ser agradável? Nessa semana recebemos um comentário maravilhoso em um dos textos escritos pela Beta: "Foi por acaso que cheguei nesta praça. Busquei um texto sobre “Pracinha Encantada” no google, e encontrei esta na página 2. Puxa! E acabei encontrando uma pracinha bem encantada, com esse casal de velhinhos num amor de calmaria e de maturidade. Então, eu parei e fiquei admirando, e imaginando... um amor que encontrou harmonia, superou suas incertezas, limitações, circunstâncias, talvez sofrimentos; Que vai ver saiu do banquinho e foi ao parquinho encantar e se encantar com os filhos, os netos, sentir a vida se renovando, mas que não esqueceu e até enriqueceu o banquinho; Que a roda-viva possa ter carregado para o lado de lá, do dia-a-dia, da correria, da realidade, da adversidade, mas que encontrou um jeito de voltar para o banquinho. Um amor que não se apossou do outro, que respeitou individualidades, que cada um soube se entender um pouco sozinhos, não por egoísmo, mas buscando suas riquezas interiores, seus valores, sua própria energia, porque assim se entenderam melhor, e essas energias somadas certamente trouxeram mais luz para enxergar melhor o mundo. E dessa forma, acho que eles se entenderam como companheiros de viagem, de longa jornada,e devem estar dizendo: Puxa! Foi uma viagem e tanto... Olha! Foi bom encontrar essa pracinha... A minha está logo ali, cheia de vida e movimento, o banquinho também, logo vai ter tempo para reencontrar os seus melhores momentos... Vai sim! PARABÉNS PARA ESSA LINDA PRACINHA!"

É tão fácil e tão prazeroso agradar ao próximo... Vamos deixar de lado nosso lado "Brucutu" e dar vazão à bondade que certamente adormece nos nossos corações!

Para terminar, deixo um texto que, dizem, teria sido escrito pela Martha Medeiros.

Uma ótima semana para todos!

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"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja
cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que
abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a
hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando
não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam
longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz
ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem
prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece,
é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete
e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte
antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,
a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe
de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que
acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que
não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura."

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Com esse cheirinho de casa nova no ar, claro que a vontade de escrever voltou a aflorar por aqui!

Para começar, vou discordar da Beta! Para mim, a melhor estação do ano é a primavera! Não sei bem o motivo, mas sempre achei o mês de setembro muito especial. Para mim, setembro significa esperança, promessa de que algo muito bom está por vir, e significa também a chegada dessa estação maravilhosa, de ar fresco e cores intensas. "Quando entrar setembro, e a boa nova andar nos campos...", como canta Beto Guedes em "Sol de Primavera". Já sobre o verão, não tenho uma visão nem um pouco romântica: calor infernal, pele "preguenta" de suor, raios e tempestades ao final da tarde, e só! :o)

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"Só pode ter sido um saci". Cresci ouvindo meu pai falar essa frase toda vez que constatava o sumiço de mais um objeto dentro de casa. Parece que cada casa tem um buraco negro invisível que engole determinados objetos e os atira de volta depois de alguns meses. Quem nunca passou horas procurando um objeto e só foi encontrá-lo meses depois? Agora estou às voltas com o sumiço de um creme de massagem para os cabelos e do meu jogo "Imagem & Ação". Eu podia jurar que ele estava no meu guarda-roupas, mas quando fui emprestá-lo para uma amiga, vi que não estava lá. Há uns três meses sumiu um caderno onde anoto minhas despesas e tarefas semanais, e o buraco negro jogou o caderno de volta nessa semana. Creio que daqui a 2 meses ele resolva devolver meu creme e o jogo também.

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Você sabe que a idade está chegando quando:

a) telefona para uma amiga que lhe pediu o telefone de um médico e, após fazê-la anotar número por número, ouve: "Ei! Mas esse celular é o meu!";

b) compra um objeto de vidro e pede que a moça da loja o embale bem direitinho, pois você irá enviá-lo "pela internet".

Interna!!!!

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Fabi, o cantinho ficou lindo, obrigada!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Pronto

Bloguinho novo no ar, com alguns ajustes ainda a fazer. Espero que vcs gostem. Incluí os links das nossas tops comentaristas, mas quem quiser pode mandar o seu para entrar na lista também. bjusss

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Com qual faceta da mulher você menos se identifica?

Que a mulher moderna tem que ser fodástica, a gente já sabe. Que isso é impossível, também. Mas a gente tenta, né. Eu pelo menos vivo tentando ser melhor do que eu sou. Pior que nem sempre consigo, e isso me deprime. Mas temos que ser:

1)) Mães super-pacientes e disponíveis. Não elevamos a voz, muito menos batemos nas lindas criancinhas. Para elas, nunca podemos estar cansadas e nem a fim de fazer um programa só de adultos. Temos que achar sempre, 100% do tempo, o máximo contar a mesma história mil vezes com a mesma empolgação da primeira vez, gastar horas e horas tentando com a maior calma do mundo convence-las a comer tudo, entrar no banho ou escovar os dentes. A mãe boazinha nunca desiste e diz: "se não quer comer, então não come". Se elas gritam, fazem birra, se jogam no chão a gente tem que respirar fundo, contar até um trilhão e convencê-los somente usando o nosso bom senso (ahnnn???)

2) Também temos que estar sempre lindas e bem cuidadas, magras, saudáveis, saradas, fazer a unha toda semana tratar do cabelo e passar creme no corpo. Porque como diz a sabedoria popular, os homens só dão valor à mulher que eles têm quando outros homens também dão.

3) Donas-de-casa impecáveis: saber organizar bem o funcionamento da casa. Nunca deixar faltar nenhum mantimento, desde o leitinho das crianças até a cerveja do marido, saber lavar, passar, cozinhar, fazer comidinhas deliciosas ou então escolher muito bem uma empregada de confiança que faça tudo isso bem e além de tudo seja honesta, não nos roube, não falte e nem chegue atrasada.

4) Mulherzinha perfeita: encara uma boa transa ou uma rapidinha a qualquer hora do dia e da noite, está sempre de bom-humor. Não se irrita com nenhuma mania do seu maridinho, como o fato de ele ser totalmente anti-social (com os SEUS amigos) ou incapaz de tomar qualquer decisão antes da última hora (como o meu, rs), trata bem os amigos com quem ele sai para beber e jogarfutebol e até assiste e torce com ele em todos os jogos do seu time (como Deus sabe o que faz, esses probleminhas eu não tenho, hahaha)

5) Profissional bem-sucedida: além de fazer o que gosta, tem que fazer bem, nunca chegar atrasada, estar sempre de bom humor diante de solicitações cretinas de chefes imbecis, não se importar de sair mais tarde, de trabalhar fim de semana. Além de tudo isso, tem que ganhar bem, porque se não, como você irá justificar que não está em casa cuidando dos seus filhotes e do maridinho?

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Às vezes bate um desânimo de ver que eu tento ser tudo isso e não consigo ser completamente boa em nenhum desses quesitos. Fico cansada, estressada de tentar ser tudo e é lógico que sempre tem um lado que sai mais prejudicado. No meu caso, eu confesso: é o lado dona-de-casa. Eu detesto ter que pensar em lista de supermercado, dar bronca em empregada, estragar minha unha lavando louça (aliás, que unha, né, cara pálida, já que eu rôo todas). Detesto lavar louça, ponto.

Mas eu amo, amo, amo ser mãe. Se pudesse teria uma penca de filhos. Cinco, que nem minha tia e minha sogra. Eu nunca pensei que ser mãe pudesse ser tão bom. E é menos difícil do que eu pensava (não que não seja difícil, mas eu achava que era dificíííílimo). Ah, se eu tivesse tempo e dinheiro, procriaria até formar um time de futebol.

E vcs? Qual é a sua melhor e pior faceta feminina???? Por favior, respondam porque a Vívian disse que só vai voltar a postar quando sentir que o povo tá animado, rs

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Algumas historinhas de verão...



Com a chegada do verão não me vem outro pensamento na cabeça:
- Felicidade!
Os termômetros dos relógios marcam 39º graus à sombra, as palmeiras balançam como se estivessem dançando junto com o vento, rostos com sorrisos largos se esbarram no meio do caminho, a expressão no olhar é outra, os pés ganham um caminhar muito mais leve e preguiçoso e toda atmosfera fica tão bonita que os dias ganham ares de festa.
A praia se transforma no melhor lugar do mundo para se estar. Aliás para mim praia é sempre um programa fantástico ou o melhor programa de todos.
O verão é a minha estação favorita. Eu gosto de sol porque sou bicho de corpo, disse minha poeta predileta e concordo com todas as sombras, nuvens e raios de sol desse belo verso.
Eu tenho uma teoria que quando está sol as pessoas são mais felizes, ficam mais abertas, mais disponíveis, mais leves e bem menos preocupadas. Quem pode conseguir pensar em reclamar quando todas as ruas estão amarelas e iluminadas? É o verão...
Tudo bem que possa ser só um pensamento infantil de alguém que foi criada à beira mar.
Eu fui criada em Ipanema, um bairro abençoado da cidade maravilhosa e a praia sempre foi quase um quintal da minha casa. Posso dizer que a minha alma carrega doces doses de maresia, no meu sangue circulam também as ondas do mar, quando olho para o Morro dos Irmãos sou invandida por uma alegria sem fim e nada do mundo me faz mais feliz que colocar os meus pés na areia, sentir aquele vento morno balançando os meus cabelos, olhar o mar gigante e absoluto com suas águas indecifráveis e reveladoras, aquele céu que parece que foi pintado a mão de tão azul e apaixonante. Esse é o meu lugar.
Por coincidência ou não, as melhores coisas da minha vida aconteceram no auge do verão.
Quando somos adolescentes a tal estação do sol tem tudo a ver com férias. E nessa época juvenil férias tem o verdadeiro significado de f-é-r-i-a-s. Leia-se ter todo tempo do planeta para não se fazer nada, dormir todo o tempo que quiser, acordar tarde com o sol imenso e majestoso na janela e dormir junto com as estrelinhas boemias da madrugada.
Os verões da minha adolescência tiveram esse sabor; praia todo santo dia (se tivesse sol era quase uma boa obrigação), muitas festinhas, acampamentos com cachoeiras mágicas, ir para casa das amigas ficar horas e horas falando sobre o tudo e o nada, experimentar mil e uma roupas umas das outras e se vestir para sair escutando a música favorita. Engraçado que essa história da música depois de um tempo eu transformava na música da sorte, ou seja, se escutasse a tal canção antes de sair e acontecesse algum fato marcante e especial, para mim a música já virava um mantra.
No começo dos anos 90 o Rio de Janeiro era muito menos violento e era perfeitamente possível e comum você voltar de ônibus tarde da noite de algum show, de uma festa, de um cinema, de uma reuniãozinha na casa de amigos ou qualquer programinha bom desses da época.
Foram muitos shows incríveis que eu assisti naquela arquibancada de madeira do Circo Voador - que não tinha nada de um circo tradicional com palhaços, malabaristas e bailarinas e sim um palco responsável por grandes e importantes momentos do rock nacional - Embaixo daquela lona gigante eu assisti muitos shows inesquecíveis, como Tim Maia,Gilberto Gil, Beto Guedes, Jorge Ben (que ainda não era Benjor), Celso Blues Boy....e muitos outros. E depois de um showzão maravilhoso desses eu e os meus amigos muitas vezes voltamos para casa de ônibus felizes da vida. Dá para imaginar uma cena dessas nos dias de hoje? Ih... gente estou um tanto nostálgica. Será que a chegada da velhice precoce no auge dos meus 31?
Enfim voltando a nave para os dias de hoje....
O verão desperta na gente essa vontade de ser feliz, os dias ficam mais coloridos, nós nos sentimos mais bonitas e mais tranquilas e até o nosso cardápio e o nosso armário experimentam essa transformação.
O que dá vontade de comer no calor? Eu gosto de comer saladas geladas, frutas bem suculentas e fresquinhas, bebo muito mais água que em qualquer outra estação do ano, estou a todo momento a preparar um suco gostoso ou qualquer outro líquido que me refresque a alma e deixo de lado os meus chocolates (uma das minhas paixões) e abandono provisoriamente pizzas em família e outros quitutes calóricos. Os armários também ganham tons bronzeados e trocamos o nosso jeans favorito por vestidinhos soltinhos, blusas mais decotadas e coloridas, saias rodadas e o nosso estilo de se vestir rapidamente recebe aquela cara de verão.
Atualmente verão para mim é ver o sorriso ilumimado das crianças na praia, acompanhar como os bonitos desenhos das nuvens, Pedro e Carolina seguindo os meus passos na areia, construíndo os seus castelos, experimentando os seus primeiros mergulhos fundos e rasos em mares conhecidos ou não e vivendo a sua vida com toda profundidade e beleza que ela possa ser. Simples e perfeito assim como uma tarde amarela de verão.