
Escuto o contrário desde sempre. Quem nunca presenciou o desabafo-amoroso de alguma avó ou mãe com filho crescido?
- Aproveita agora! Cansa muito,mas depois que eles crescem dá uma saudade!
Eu nunca tinha entendido muito bem a profundidade desta saudade antecipada que bate forte no coração de toda mãe até o nascimento dos meus filhos. Parece que desde que essas criaturas maravilhosas saltam dos nossos ventres já somos contagiadas com essa tal saudade. Quem nunca sentiu saudade daquele barrigão? Tudo bem conheço várias mulheres que não curtiram tanto a gestação assim, mas eu AMEI! E já tive os meus momentos saudosos da gravidez.
Quando eles são aqueles bebês rozados e pequeninos tão delicados como um sonho bom, que balbuciam palavrinhas que só a gente entende, que acordam durante a madrugada mil e uma vezes para mamar, que dependem de nós para tudo...
Ficamos cheias de vontade que essa fase passe logo e que os nossos bebezinhos se transformem em " bebês grandes". Ficamos ansiosas para que eles comecem a sentar logo, engatinhar logo, comecem a se expressar com toda a beleza e força das palavras bem ditas , que nos presenteiem com uma boa noite de sono bem dormida e tal.
Até que um dia estamos sentadas no sofá-da-admiração observando a nossa cria a brincar com os seus brinquedos favoritos numa boa, entregues no seu mundo mágico da fantasia, sem nos solicitar, sem nos chamar a cada segundo, totalmente felizes e independentes.
E entre um suspiro e um sorriso nos perguntamos:
- Cadê aquele bebê que ontem estava aqui? Cadê aquele serzinho careca, que quando sorria colocava a língua para fora, que o seu corpinho cabia quase na palma das minhas mãos, que quando chorava ficava tão vermelho feito um tomate?
Saudade boa é assim, nos visita faz um carinho gostoso no nosso peito e depois voa longe e alto como um passarinho.
Eu não sou aquele tipo de pessoa nostálgica, para mim o melhor dia é sempre o dia que estou vivendo e nem sou daquelas mães que carregam um baú de recordações a cada despertar.
Vibro com todas as conquistas das crianças, acho uma beleza eles estarem conquistando a sua independência, cada um no seu tempo, fico toda alegria percebendo que eles estão amadurecendo, se transformando, vivendo as suas etapas com felicidade, integridade e sinceramente ,mesmo cada fase tendo a sua magia, os acho muito mais legais e interessantes agora que quando bebês.
Acho uma delícia poder interagir cada vez mais com os meus filhos, adoro escutar as suas vozes, me divirto com as suas infinitas perguntas e acho uma viagem avassaladora acompanhar todo esse crescimento e sentí-los crianças e não mais bebês.
Porém de uns tempos para cá, vendo o meu filho mais velho cada dia maior, todo moleque, todo autônomo, todo sabido, me entregando tanta sabedoria em um corpinho daquele tamanho, e perdendo por completo aquele jeitinho infantil de outrora...o meu coração ficou repleto de saudade, de muita saudade!
Fiquei a pensar que daqui há pouco eu não vou conseguir mais carregá-lo no colo, como eu adoro fazer e aninhá-lo no meu corpo por uma eternidade. Daqui há muito menos tempo do que imagino ele não pedirá mais para eu deitar no sofá bem juntinho com ele e ficar segurando a sua pequena maozinha até ele adormecer.
E as palavrinhas? Sabem aquelas palavras ditas de um jeito, com uma entonação, com uma letrinha pulada aqui e acolá, que só os nossos filhos dizem e nós achamos tão lindo como um soneto? Todas vão embora e dão lugar as reais palavras, aquelas que nós adultos falamos, tiradas corretamente do dicionário sem apelidos e gracinhas no final.
Pedro passou muito tempo chamado suco de " tuti" e a família inteira criou um novo nome para a palavra "suco". Até que outro dia eu estava na cozinha batendo um suco de melancia no liquidificador e disse alto de lá:
- Filho quer " tuti"?
E ele falou determinado da sala assistindo o seu desenho radical:
- Manhêeeeee, traz suco para mim! Eu queroooooo!
Ele cresceu, o tempo passou e eu ainda guardo dentro do meu coração o "meu bebê.
Mas qual é a mãe que não faz o mesmo?
- Aproveita agora! Cansa muito,mas depois que eles crescem dá uma saudade!
Eu nunca tinha entendido muito bem a profundidade desta saudade antecipada que bate forte no coração de toda mãe até o nascimento dos meus filhos. Parece que desde que essas criaturas maravilhosas saltam dos nossos ventres já somos contagiadas com essa tal saudade. Quem nunca sentiu saudade daquele barrigão? Tudo bem conheço várias mulheres que não curtiram tanto a gestação assim, mas eu AMEI! E já tive os meus momentos saudosos da gravidez.
Quando eles são aqueles bebês rozados e pequeninos tão delicados como um sonho bom, que balbuciam palavrinhas que só a gente entende, que acordam durante a madrugada mil e uma vezes para mamar, que dependem de nós para tudo...
Ficamos cheias de vontade que essa fase passe logo e que os nossos bebezinhos se transformem em " bebês grandes". Ficamos ansiosas para que eles comecem a sentar logo, engatinhar logo, comecem a se expressar com toda a beleza e força das palavras bem ditas , que nos presenteiem com uma boa noite de sono bem dormida e tal.
Até que um dia estamos sentadas no sofá-da-admiração observando a nossa cria a brincar com os seus brinquedos favoritos numa boa, entregues no seu mundo mágico da fantasia, sem nos solicitar, sem nos chamar a cada segundo, totalmente felizes e independentes.
E entre um suspiro e um sorriso nos perguntamos:
- Cadê aquele bebê que ontem estava aqui? Cadê aquele serzinho careca, que quando sorria colocava a língua para fora, que o seu corpinho cabia quase na palma das minhas mãos, que quando chorava ficava tão vermelho feito um tomate?
Saudade boa é assim, nos visita faz um carinho gostoso no nosso peito e depois voa longe e alto como um passarinho.
Eu não sou aquele tipo de pessoa nostálgica, para mim o melhor dia é sempre o dia que estou vivendo e nem sou daquelas mães que carregam um baú de recordações a cada despertar.
Vibro com todas as conquistas das crianças, acho uma beleza eles estarem conquistando a sua independência, cada um no seu tempo, fico toda alegria percebendo que eles estão amadurecendo, se transformando, vivendo as suas etapas com felicidade, integridade e sinceramente ,mesmo cada fase tendo a sua magia, os acho muito mais legais e interessantes agora que quando bebês.
Acho uma delícia poder interagir cada vez mais com os meus filhos, adoro escutar as suas vozes, me divirto com as suas infinitas perguntas e acho uma viagem avassaladora acompanhar todo esse crescimento e sentí-los crianças e não mais bebês.
Porém de uns tempos para cá, vendo o meu filho mais velho cada dia maior, todo moleque, todo autônomo, todo sabido, me entregando tanta sabedoria em um corpinho daquele tamanho, e perdendo por completo aquele jeitinho infantil de outrora...o meu coração ficou repleto de saudade, de muita saudade!
Fiquei a pensar que daqui há pouco eu não vou conseguir mais carregá-lo no colo, como eu adoro fazer e aninhá-lo no meu corpo por uma eternidade. Daqui há muito menos tempo do que imagino ele não pedirá mais para eu deitar no sofá bem juntinho com ele e ficar segurando a sua pequena maozinha até ele adormecer.
E as palavrinhas? Sabem aquelas palavras ditas de um jeito, com uma entonação, com uma letrinha pulada aqui e acolá, que só os nossos filhos dizem e nós achamos tão lindo como um soneto? Todas vão embora e dão lugar as reais palavras, aquelas que nós adultos falamos, tiradas corretamente do dicionário sem apelidos e gracinhas no final.
Pedro passou muito tempo chamado suco de " tuti" e a família inteira criou um novo nome para a palavra "suco". Até que outro dia eu estava na cozinha batendo um suco de melancia no liquidificador e disse alto de lá:
- Filho quer " tuti"?
E ele falou determinado da sala assistindo o seu desenho radical:
- Manhêeeeee, traz suco para mim! Eu queroooooo!
Ele cresceu, o tempo passou e eu ainda guardo dentro do meu coração o "meu bebê.
Mas qual é a mãe que não faz o mesmo?
7 comentários:
Lindo!Lindo!Lindo!
Eu morro de saudades das minhas bebezinhas. Agora que a Giovanna já tem quase 12 anos, as lembranças dela bb vão ficando mais remotas, mais escassas... Me dá um aperto no coração!
Mas a gente tem que viver o dia de hoje mesmo, pq esses nossos filhos precisam muito da nossa atenção. A gente precisa viver a vida deles intensamente HOJE!
Parabéns, Beta. Muito bom, como sempre.
Bjks!
Como sempre , seu texto é lindo ! Também sinto saudades da barriga , da minha bebê sorridente sem dente , de quando ela dependia totalmente de mim . Hoje está esperta , sabe exatamente o que quer , tem mil dentinhos na boca , fala tudo ... Sinto saudades , mas uma saudade que não me faz querer que o tempo volte pois assim perderia o que estou tendo agora ... Agora tenho uma amiga , que fala comigo , interage legal , falamos a mesma língua ...
Bjs .
Qdo a cat era bb eu tinha muito medo que ela crescesse e minha bbzinha fosse embora, mas agora vejo que a cada dia ela fica mais legal e mais companheira e consigo acreditar que vai ser sempre assim, ela adulta tb me dará tantas alegrias quanto hoje ou como quanto era bebê.
E já não tenho tantas saudades da minha bbzinha não, rs, sou bem mais a minha menininha, embora tenha tão boas lembranças.
bjs saudosos
Eu tb achei que fosse ser mais saudosa, mas pelo visto, graças a Deus, faço parte do time que acha que a melhor fase é sempre a de agora! Só acho que vou sofrer de verdade no dia em que ela sair de casa, seja quando casar ou quando simplesmente não quiser mais morar comigo. Só de pensar já me arrepio toda, e hoje consigo entender por que as mães choram taaanto nos casamentos! rsrs!
Bjs!
ops! Achei que fosse ser mais saudosista, não saudosa! rs!
Ai, que texto mais legal, Beta. É tão gostoso viver cada fase com eles e vê-los ficando mais independente. A gente vai vendo que, com as crianças, há sempre coisas apaixonantes a serem experimentadas.
Agora, estou curtindo exatamente essa época de letrinhas trocadas e verbos conjugados de um jeito todo particular (fazeu, por exemplo rsrsrs).
Beijos.
Cumadre, finalmente consegui entrar no seu outro blog. Adorei!!! Serei leitora assídua também. O texto está lindo e confesso que compartilho dessa saudade. Imagina quando eles forem adolescentes!?
Um beijão, Mari.
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